sábado, 28 de agosto de 2010

Íris.

Tínhamos exatos dezesseis anos, peles brancas e todo um ideal revolucionário. Foi em uma Quarta-feira que de repente você veio, conhecia eu sei lá quem que estava sentado na mesma mesa. Amiga de um amigo do primo de um provável amigo meu. Tinha seus cabelos - ainda - longos e loiros, vestia uma camiseta velha, com um pequeno bordado, uma bermuda rasgada, usava sapatilhas sujas de terra, algumas pulseiras, e um anel no indicador esquerdo. Mas o que importou foi seu sorriso, escondido por detrás de finos lábios, e de uma mecha de cabelo sacodida pelo vento. Pediu por mais um copo, e foi então que escutei sua voz. Era bem aguda, um tanto entusiasmada, por pouco inesperada. Começou a falar sobre o céu, foi quando lembraram de te apresentar. Tinha nome de flor, não de flor mesmo: flor com pétalas, filetes e espinhos. Mas de flor: cheiro marcante, bela de se ver, merecida de espaço no tempo e no corpo. Foi nesse dia em que eu soube quem você era, que soube o que você seria depois.

2 comentários:

beto,,, disse...

bom, só pra dizer que gostei muito desse, e de outros.

Geovanna disse...

AIAIAI, ESSE É LINDO!