domingo, 28 de junho de 2009

Lembro-me vagamente da forma como dividíamos a tristeza. E fazíamos dela algo no qual se firmar. O silêncio parecia, a nós, somente uma melodia a mais. E o céu desabava para não deixar que as lágrimas caíssem sem companhia. A gente se encontrava para que logo mais nos perdessem. E a gente se perdia para fingir que ainda podíamos nos encontrar.

Um comentário:

silcompaz disse...

Dividir a tristeza é algo doloroso e as vezes traiçoeiro. Quem escuta nem sempre presta atenção e passa a ouvir outro(a)...é quase uma rotina do ser humano: ouvimos sem dar a devida atenção e assim, depois de um tempo a melodia vira um toque de recolher pois percebemos que na verdade estamos sempre sozinhos com nossas tristezas. E é verdade, muitas vezes perdidos é que nos encontramos. (Não comentando diretamente sobre o que escreveu mas apenas para que saiba que muitas vezes um sorriso não significa uma alegria, mas uma forma de disfarçar as muitas tristezas que cabem em um coração.)