segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Não Sei Mais.
Belisque-me até que eu acorde. Vai ver isso tudo é só um pesadelo. Doe-se um pouco. Estou precisando dormir e acordar junto de bons sonhos. Segure-me um pouco. A queda é livre, mas eu não me sinto assim. Não vejo como, nem fundo, nem poço. E caio com medo de não parar. Sou forte. Mas seja a força que me pare.
domingo, 2 de agosto de 2009
Cores.
Deixe-me ver o sol se pôr. Deixe-me vê-lo no reflexo de seus olhos. Cansei de observar a lua, cenário do passado. Quero ver o sol indo embora com todas suas cores. O degradê do céu em sua íris. Reflexo do futuro. Quero dar um mergulho, e se você for junto, eu juro que pulo. Deixe-me nadar pelo céu dos seus olhos.
Cem - Sem - Motivos.
Aceso, não representava só calor, fumaça, ou uma ponta da cor do céu na hora do pôr-do-sol. Era como um suspiro de amor, com o mesmo gosto amargo no final. Era uma boa companhia e ia bem acompanhado da tristeza. Ocupava, entre seus dedos, o espaço que deveria ser preenchido por outros. Era uma fuga. Um descompasso de fôlego. Um (es)trago.
Fim Do Mundo.
Deu no noticiário que o mundo vai acabar. O tempo corre em direção a linha de chegada. E não terá nada depois que ele chegar lá. O céu está fechando e abrindo caminho para o fim. O fim está chegando, para o mundo ou só para mim? Não sei se meu mundo é o mesmo que passa na televisão, mas sabendo ou não, salve-se quem puder. Salve-me quem quiser.
Pouco Importa.
Seguia cabisbaixa, como se existisse uma força cuja única função fosse empurrar sua cabeça sempre para lá. Acordava e ia dormir com esperança. Esperança de encontrar alguém cujo destino seria erguer, não só sua cabeça, mas ela como um todo. Desacreditava, e desnorteada levava-se para passear. À procura de ar fresco, de uma forma de respirar que não por impulso. Queria ter algo no qual se apoiar, algo que não fosse o peso de seu próprio corpo. Apoiava-se em si, querendo apoiar se em alguém. Era alguém? Se sim, quem? Era nin(guém). E não tinha forças para se segurar.
Sopro.
Entre agarrar ou não existe um espaço. Pensar que agarrar o que se quer é impossível, ecoou nas paredes da minha mente. Não que eu não vá agarrar. Mas talvez agora, eu agarre sabendo que quando pular de braços abertos e olhos fechados, ao fechar os braços e abrir os olhos, pode ser que o que eu agarrei, tenha doado lugar para o vento.
Desaba(fa)r
Senta aqui, deixe que eu te fale aquilo que eu não sei soletrar. Escute o que eu te digo, é o último fôlego que eu gasto contigo. Não me fale nada, não sou tão crente a ponto de te escutar. Mostre-se maior, a gente sabe que um grão de areia ocupa algum lugar. Quando foi a última vez que você sentiu seu coração bater? O meu acabou de parar.
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