quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Aprecie com moderação.
Você é meu jogo. Então que rolem os dados. Acabei de abrir o tabuleiro, e se eu o abro, e quando eu abro, é para ganhar. Sem essa de jogo limpo, jogo os dados pela janela, quebro o vidro, e se precisar, quebro até mesmo o tabuleiro, dó e piedade são coisas de três, quatro Séculos atrás. Chegou a vez da minha jogada, não estou aqui para brincadeira e os adversários que se retirem. Acho que tirar um cinco já basta, vi que você procurou cruzar seu olhar com o meu. Daqui a pouco você para e repara, nenhum jogador está se entregando como eu. Avanço uma, duas, três, quatro, cinco doses, até já sinto seu cheiro. Me entregam os dados, só faltam mais três...joguei! Dois! Mais um pouco e...é só impressão ou é sua boca colada na minha? Xeque-mate, (te) ganhei!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Causa da morte: Overdose de mim.
Me virei de uma vez, sem sequer me dividir em goles. Me senti inteira, me senti ali, me senti em mim. Provavelmente pela primeira vez em anos, um ano, quase dois. Antes só sentia você, ou só me sentia em você. Sentia bastante, chegava até a doer, mas uma dor grave, não uma daquelas dores agudas, sabe? Daquelas que duram, e que não vão embora com uma distração qualquer. A gente fazia doer ou era só você? Eu diria 'a gente' se a dor não tivesse se prolongado a 'eu sem você'. Você saiu de mim e eu resolvi me experimentar, sem dor e sem traumas, eu não posso me machucar, ou posso, mas não vou sequer tentar. Me senti e me senti bem, sem dor, mas com algum...amor? Amor próprio, do saudável, e não do asqueroso. Não que eu me ame enlouquecidamente, talvez ame eternamente, mas só amo porque quem, se não eu? Neste dia, houveram duas mortes e uma ressurreição, matei nós dois, mas eu ressurgi, depois de uma overdose de mim.
Do fundo do meu coração (Ou daquilo que sobrou).
Eu parei para achar que não somos nós, somos eu e você. Não somos feitos para a mesma palavra, não somos feitos para sempre. Você me deu uma metade do seu, eu não te dei uma metade do meu. Não pense que tenha sido por egoísmo, não é para tanto, é só que a metade não quis se entregar para você. "Entregasse inteiro então", talvez se eu ainda tivesse as duas partes, mas uma foi-se embora, ao som de outra canção. Mas mesmo assim, a metade não é para você, como você não é para mim.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Sol Pausado.
O sol parou como pára um carro. O sol parou para você atravessar. Você me atravessou feito um punhal no ar. A chuva começou a cair, quem sabe só para te molhar. Você era digna de um luar. Lua cheia de mistérios a desvendar. Pequena pausa, me deixe a pensar. Você era tudo que eu sempre quis. Você era tudo, mas mesmo querendo, não te quis.
Desprezo e a prazo.
Senta ao meu lado e me esquenta,
Inverno chegou ao coração.
Assim com tanta espera,
meu peito logo congela.
Fui nuvem e ganhei o céu.
Fui sua e ganhei o seu.
O seu desprezo e ingratidão.
Custava tanto assim,
me dar seu coração?
Inverno chegou ao coração.
Assim com tanta espera,
meu peito logo congela.
Fui nuvem e ganhei o céu.
Fui sua e ganhei o seu.
O seu desprezo e ingratidão.
Custava tanto assim,
me dar seu coração?
Da pena fez-se dó. Da dó fez-se um nó.
Sala de cinema vazia. Eu, você, o som de nossa respiração. A minha inspiração se confunde com sua expiração, nossos dedos entrelaçados, a lua grande na tela cheia. Eu sigo todos seus passos pelo canto dos olhos, com um tropeço me engasgo de amor. A música toca no ritmo da cena. A cena não é nossa, vai ver nosso amor não é filme. (Que pena).
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Presente Perfeito para se conjugar em todos os Futuros.
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